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CINEMA13/12/2010MegamenteA nova animação da DreamworksPor Rodrigo Ramos Em mais um lançamento, a Dreamworks continua provando que é capaz de fazer bons filmes. Todavia, sua abordagem é distinta da sua maior "concorrente", se assim podemos dizer, no quesito de animações. A Pixar vai afundo no sentimento e extrai o máximo de emoção até mesmo de uma pedra. A Dreamworks, no entanto, fica apenas na comédia. Não entenda mal, isso não é ruim, porém, o estúdio começa a incomodar um pouco e logo digo o porquê.
Dreamworks/divulgação
Dreamworks/divulgação
A premissa de Megamente é boa. É a história de um pequeno ser que recém nascido foi enviado por seus pais para a Terra, no mesmo dia que outro bebê também foi enviado ao planeta antes do seu planeta natal explodir. Enquanto Metro Men (Brad Pitt) vai se tornando popular, Megamente (Will Ferrell) é deixado de lado por todos. Com isso, ele resolve que a sua vida deve ser pegar o caminho do mal e se tornar o melhor dos vilões. Sua vida é o eterno embate com Metro Men que, como se pode imaginar, sempre o vence. O bem sempre vence o mal. Certo? É aí que o filme sofre uma virada e a partir disso que ele começa realmente a se desenrolar.
Dreamworks/divulgação
Megamente, em um duelo, acaba matando Metro Men. Com isso, um grande problema surge: o que fará o vilão sem o seu nêmesis? Ele fica sem ação após o incidente. Então surge uma ideia em sua mente: criar um novo herói para que ele o combata. A partir daí, dá para se ter uma pequena noção do que vem pela frente. Enquanto ele tenta restabelecer seu papel como vilão contra um novo herói, ainda dá tempo dele se envolver com a repórter local, Roxanne Ritchie (Tina Fey), por quem acaba se apaixonando e, ao mesmo tempo, ela odeia o Megamente.
Dreamworks/divulgação
O longa tem boas tiradas, como o velhinho em que Megamente se transforma. É uma mistura do chancelor Palpatine, Darth Vader e Don Corleone. Além disso, consegue trabalhar bem o conflito do vilão. Assim como Coringa ressaltava em Batman - O Cavaleiro das Trevas, Megamente nunca quis realmente matar o seu opositor. Sem ele, não há sentido em estar vivo. Nesta reflexão, o filme acerta. O longa ainda presta homenagem aos super-heróis que já ganharam a tela.
Dreamworks/divulgação
A ideia de ter um vilão como protagonista já havia sido adotada no ótimo Meu Malvado Favorito e a resposta foi positiva. Então ficou fácil para a Dreamworks abordar uma aventura com um antagonista. Durante a exibição, convenhamos que fica um pouco óbvio o que pode acontecer na película. Tudo bem, o roteiro consegue segurar bem e diverte o público. Há boas piadas ali. No entanto, a impressão que fica é que a Dreamworks constantemente faz o mesmo filme. Os longas do estúdio seguem constantemente a mesma cartilha, percorrendo o mesmo caminho. Tirando o recém Como Treinar o Seu Dragão que, além de ser uma das melhores animações do ano, aposta mais no emocional, os produtores utilizam o mesmo tipo de humor ágil. Isso acaba fazendo de Megamente um filme que, em breve, será esquecido.
Dreamworks/divulgação
Mesmo com essa baixa, o filme se sustenta bem. É melhor do que muito filme de carne e osso que vimos este ano. Uma das coisas boas que o longa possui é a trilha sonora. Cheia de canções de rock (rock mesmo, não Restart) a trilha conta com AC/DC, George Thorogood, Guns N Roses, entre outros. O 3D utilizado também dá um toque a mais. O estúdio mostra que está cada vez mais experiente com a tecnologia nas mãos, como já foi provado em Shrek Para Sempre.
Megamind
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