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PENSATAAlguma coisa acontece e não é apenas em meu coraçãoUma reflexão sobre São Paulo a partir da leitura de Sergio Buarque de HolandaPor Gustavo Araújo Depois da leitura de “Caminhos e Fronteiras” de Sergio Buarque de Holanda, os passeios por São Paulo talvez se tornem mais proveitosos e interessantes. Neste livro o autor discorre a cerca da historia de ocupação do Brasil e seu desenvolvimento, principalmente, no que diz respeito à questão dos Bandeirantes em São Paulo.
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Aliás, desenvolvimento é um conceito que tem, além da cara de São Paulo, uma de suas características mais marcantes.
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Ao longo do livro o autor vai falar sobre alguns aspectos que vão formar a diferenciação entre a população brasileira, e dentro destes aspectos vai citar os “sertanejos” que muito contribuíram para a formação de São Paulo. Segundo Sergio Buarque, historicamente falando, São Paulo sempre foi uma vila pobre e com condições escassas de sobrevivência, devido isso, os habitantes tiveram que se embrenhar pelas matas e correr atrás de elementos próprios da terra.
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Ao entrar na mata, o sertanejo se viu obrigado a desenvolver técnicas para andar no local sem se perder e também poder fugir dos perigos que o local inóspito oferecia. Assim, através da experiência vivida, ele foi desenvolvendo técnicas de percepção do ambiente para poder explorar melhor o local. E, nesta busca por alimentos e exploração de terras, os sertanejos traziam índios para trabalharem em suas terras.
Divulgação Vale do Anhangabaú - 1967
Talvez seja deste processo de inserção do índio na sociedade que podemos aprender um pouco sobre São Paulo e suas raízes. Andar por bairros como Tatuapé, Morumbi, Mooca ou Guaianazes, nos remete a pensar que estes índios ainda marcam presença e realmente contribuíram para a identidade e constituição desta São Paulo que hoje conhecemos como uma das maiores cidades do Mundo.
Divulgação A mistura dos sertanejos com os índios e tantas outras mestiçagens que hojese refletem nos rostos dos cidadãos quando andamos pelas ruas da cidade, remete-nos a compreender que, não somos uma unicidade, uma única raça, uma única identidade. Somos uma constante de fatores, culturas e costumes que se misturam e se solidificam. Somos todos Jecas Tatus misturados com Josés de Anchietas, misturados com Iracemas e Guaranis, que tivemos nossa independência decretada às margens do rio vermelho, que dizem ser Ipiranga em São Paulo do Brasil. E que está sempre de braços abertos para quem quiser se juntar nesta mistura.
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